
Não se compreende tal coisa! Não estou a falar do andar do rapaz, refiro-me concretamente à postura do dono perante o seu cão. Um cão pequeno, gordo, limpo, contente, vivo, ao lado do seu dono, transportando este uma trela, não vá um animal deste porte fugir que nem um desalmado para a Farleira! Uma trela e um cão que pertence a uma ninhada onde os seus irmãos ainda estão todos vivos!
E a tradição aqui já não conta é? Pior, este perro tem, segundo o seu fiel dono, pedigree! Não sei o que isto é mas o meu tem dois "fairos", “não o troques por uma junta de bois” e é o único sobrevivente de 4 irmãos, dois tiveram um trágico acidente contra uma parede e um deles caiu-lhe um sacho em cima.
Aposto que este deve ter quatro “dá-lhe com uma moca no papo”.
O cão da dona Felisbela, o coiso, nunca tomou um banho, dorme na rua se lhe apetecer e não come ração porque sofre do estômago. Está meio careca no lombo mas cada um é que sabe da sua vida. Está vivo e é mais fino que um alho.
E que mania é esta de agora darem nomes de gente aos cães: Rafa, Gabriel, Nero, Óscar, Simão…!
Então e os Taricos, as Estrelinhas, os Pincéis, os Bobys, as Finotas, as Andorinhas, as Laicas, as Pantufas e as Lassies, já não servem?!
Depois ainda há um ou dois que se queixam do Salazar!
Só para avisar que eles andam por aí.
Andorinha acho que é nome de vaca!