quarta-feira, 30 de maio de 2012
Agregação Freguesias
As assembleias municipais (Pinhel) devem entregar à Assembleia da República (Relvas), no prazo máximo de 90 dias (a contar de hoje), os pareceres das assembleias de freguesia (Santa Eufêmia), sobre a agregação das mesmas (Santa Eufêmia-Sorval-Póvoa).
Até às festas iremos saber como vai ser o nosso futuro enquanto freguesia.
Força Relvas.
terça-feira, 29 de maio de 2012
Novos residentes
Um casal de cegonhas anda a tentar fazer ninho neste tronco, em Santa Eufêmia.
Não sei se é caso inédito na aldeia, mas a instalação do casal iria trazer com certeza uma atmosfera mais harmoniosa e zen para o burgo.
Observação de um habitante: "Elas não são boas para comer, pois não? Há quem diga que sim...". Não sei!
Alguém que arrisque, suba o tronco e coloque um molho de vides lá em cima sff.
Comam pêgas ou cucos.
Comam pêgas ou cucos.
segunda-feira, 28 de maio de 2012
Eu, o Matumba e o Preto
Narrativa contada pelo “Eu” (designação fictícia), a propósito do proprietário do quiosque de Pinhel, que atravessava a rua diante de mim, do Eu e de 3 pratos vazios de caracóis, no café em frente à secundária de Pinhel:
“Não gosto deste gajo desde aquele episódio…
Em Pinhel, há 20 anos atrás, Eu, o Matumba e o Preto decidimos pregar uma partida ao gajo do quiosque Avenida. A ideia foi minha. Dávamos uns murros nas chapas do Quiosque e quando ele viesse ter connosco eu dizia que tinha sido o Preto, o Preto apontava para o Matumba e o Matumba apontava para mim. Era uma óptima ideia, todos concordámos.
Assim foi, demos uns valentes murros na estrutura, o gajo saiu de lá furioso e Eu apontei para o Preto, o Preto para mim e o Matumba para mim!
Levei umas lambadas bem dadas, mas foi engraçado!
Isto, depois de ter salvo um destes dois elementos, naquele episódio caricato ocorrido na Trincheira com o Bogalhas, o profanador de menores. "
domingo, 27 de maio de 2012
sexta-feira, 25 de maio de 2012
Sta. Eufêmia Dos Fidalgos / Sta. Eufêmia Dos Ladrões
No último almoço samarra de 06 de Maio de 2012, a propósito de determinadas tricas, recordava-me um octogenário bem lúcido, o Sr. C. Tomás, ex-emigrante e com filhos emigrados em três continentes, o que a minha mãe muitas vezes me dizia. Sabes filho, esta terra acolheu muitos “malvados” que, perseguidos por justiceiros ou pelas autoridades, se se agarrassem à aldraba dos portões da casa grande, já ninguém lhes podia fazer mal. Era “privilégio real à casa fidalga?” Em contrapartida, estes foragidos ficavam propriedade desta casa, para quem ficavam a trabalhar nas vastas terras que possuíam. Todas as terras boas da aldeia, excepto as da Ermida. À população, restava a encosta do soito, antigo souto de castanheiros, para cultivarem umas batatas e couves galegas, ainda hoje retalhada em mini hortas com cerca de 5/10m2 cada, umas outras encostas pouco soalheiras e a fareleira, para aqueles que conseguiam os favores dos feitores, onde semeavam o centeio depois de debulharem os barrocos à enxada ou ao arado com os burros. Não se via ali uma giesta ou figueito e o esforço do trabalho, após extraída as terças da renda, resultava em pouco mais do que a semente lançada à terra. Valia-lhes a palha para encherem as camas “colchões” e alimentarem os animais no inverno. As terras disponíveis eram poucas e pouco produziam, só a fome era muita, pelo que as tripas, com frequência, cantavam as lamentações do profeta Jeremias.
Se o bem é administrado pela igreja e a igreja é a comunidade, ou pelo povo que comunidade é, o essencial é que em cada época seja bem administrado e por certo, quem o fez ultimamente fê-lo o melhor que sabia. O património está lá e é nosso.
Quando visitamos, os Templos Egípcios, o Big Ben, Schönbrunn em Viena ou o Castelo de Praga, o maior do mundo, não perguntamos quem os administra, gostamos de ver, apreciamos e ficamos com vontade de voltar. Tal como acontece com os Romeiros da Senhora das Fontes e por certo, agora com o espaço alindado, o farão com mais gosto.
Não subscrevo o que o outro disse, “porque no te calas”, mas estaria mais de acordo com críticas construtivas. Como diz Dale Carnegie, ”os elogios quando sinceros são sempre um estímulo para quem os ouve”. No entanto, estes parecem mais difíceis de desembrulhar, como se observa nalguns comentários do blogue, chegando a duvidar se eles vêm de samarras ou de infiltrados.
Sublinhemos casos positivos, como aqueles em que o sobrinho, em seu nome e de certo em nome dos que apreciaram o trabalho, elogia o Tio António G., pela excelência da recolha de dados que fez na Torre do Tombo sobre a aldeia e aqui publicados. O A. Rodrigues e eu, quando jovens, fizemos algo parecido com pesquisa numa Enciclopédia Luso-Brasileira, mas estes dados não puderam ter a visibilidade destes, nem eram tão completos. Destacar ainda os apelos feitos ao longo do blogue, em datas diferentes por, nomeadamente; SP, SRP, JR, CR52, AR, para referir alguns que assinam o que escrevem ou comentam, se bem que, alguns outros anónimos, também têm o sentido cívico que é expectável, e que bem ficaria o seu ADN naquilo que expõem.
Quem olha muito para trás pode estampar-se, é verdade, mas se não soubermos de onde vimos, não saberemos quem somos. Continuemos a fazer a ponte entre o passado e o presente, com contos, crónicas e outros escritos e como a juventude é uma ponte entre o presente e o futuro e é agora, que os dois se encontram. A Juventude Samarra está a levar a carta a Garcia, testificada pelo que já conseguiram na Ermida e pelo número de adesões de confrades à Confraria dos Ermitães, que já ultrapassa a centena e meia. Não é isto um sinal de APOIO? Do rótulo desta crónica que é ancestral, já não nos livramos. Mas, DEIXEM TRABALHAR OS JOVENS QUE A ALDEIA OS CONTEMPLA.
Texto: Apaulos
Maio 2012 ( 7 )
quinta-feira, 24 de maio de 2012
Informação eucarística e geográfica
Domingo, comemora-se mais uma vez o dia de Sta. Bárbara, na respectiva propriedade da própria, lá em cima, onde se avista a aldeia, a Marofa e o talegre do Carmelo. É às 10.30h. Levem chapéu e um saco. Lá ao lado conheço uma onde as cerejas são do tamanho do meu punho.
domingo, 20 de maio de 2012
sábado, 19 de maio de 2012
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Sangue Samarra
Vamos fazer as árvores genealógicas de cada apelido e tornarmo-nos na aldeia de Portugal que melhor conhece as genealogias dos seus habitantes.
Vamos lá, detentores dos apelidos: Carapito, Carvalho, Fernandes, Ferreira, Mendo, Monteiro, Paula, Ribeiro, Rodrigues, Santos, Silva, Soeiro, etc.
Incentivem os vossos filhos e netos a fazerem essas pesquisas, se não for antes, nas férias nas tardes de domingo.
Em África diz-se, quando morre um velho é como se tivesse ardido uma Biblioteca.
Acarinhemos e exploremos, no bom sentido, a débil memória das nossas Enciclopédias ainda vivas, que quando estimuladas reagem com surpresa nossa.
Fica aqui uma dica, os livros de registo de batismo da Igreja são uma primeira e preciosa ajuda para poderem chegar longe e de certo que o Sr. Padre Ricardo não se oporá a essa consulta e ainda o Arquivo Regional da Guarda.
Eu já cheguei a mais de 200 anos, quer dizer que tenho sangue Samarra com mais de 200 anos e o meu tetravô chamava-se João Paulos.
Quando conseguirmos um bom nível de resultados, qualquer TV vai “comprar” o estudo e estaremos a honrar os nossos antepassados.
Quem poderá ser o fiel depositário desse estudo em movimento, até à sua exposição?
Texto: António Paulos
Maio 2012 (5)
quarta-feira, 16 de maio de 2012
Dia-a-dia
Aqui na aldeia a net, tal como a rede tmn, anda fraquinha, tive que vir a Valbom enviar este post. Dava jeito o telemóvel do Relvas, presumo que seja um mimo, com antena extensível, foi o meu primeiro, esses até na Quintâ apanham.
Olha o Jota Pereira ali na foto todo fino a correr atrás do prejuízo.
Vou ouvir grilos.
terça-feira, 15 de maio de 2012
Almoço Samarra - 2ªparte
Almoço Samarra - 1ªparte
Almoço de Confraternização dos naturais de Santa Eufêmia e familiares, 6 de Maio 2012, Loures.
fotos by: Marlene Frias
Agradecimento especial à repórter de serviço Marlene Frias.
fotos by: Marlene Frias
quinta-feira, 10 de maio de 2012
Viver em harmonia
Foi notícia um casal de falcões nidificar em Lisboa. Aqui na aldeia, vários casais de escavaterras - toupeiras para os da cidade e para os que preferem faculdade em vez de universidade - escolheram o meu quintal para procriar. Foram-lhes construídas casas à medida, mas um dos casais, após uma semana na sua nova habitação, parece não se ter dado bem com a intromissão da mão humana! Talvez a humidade!
Além das escavaterras, também um casalzinho de ratos e respetiva família resolveram ocupar uma das prateleiras do lagar. Uma casa em madeira, com duas entradas, foi também colocada à disposição dos pequenos roedores.
quarta-feira, 9 de maio de 2012
Era preciso coragem "Mães Samarras"
Muita coragem tinham as Mães Samarras para parirem tantos filhos e a todos criar com o mesmo desvelo e ternura. Mães com 5, 6 e 7 filhos foram muitas, mas também houve mães com mais e todos nasceram na maternidade (MDS).
Quando estas mães camponesas iam para o campo ajudar os seus homens e não havendo o habito de carregarem os filhos nas costas, como as mulheres africanas, deitavam-nos embrulhados no seu xaile, entre dois regos de batatas ou de centeio, numa cabana improvisada feita com duas estacas dos feijoeiros e uma manta da albarda, para os protegerem do sol e os amamentarem, sendo por vezes surpreendidas com o sibilar de uma cobra aos ouvidos, que vinham ao cheiro da mamada e aos gritos gaguejados da mãe, acorria o pai para a matar, já que ela não lhe podia esmagar a cabeça com o seu calcanhar, como a sentenciou o Criador “Génesis 3,15” e assim proteger o seu pimpolho.
Agora ao regressarem à terra que os viu nascer, fazem-no com saudade e orgulho de Samarras. Uns remodelaram as casas dos seus progenitores, outros construíram de raiz belas casas, dando um “look” diferente à aldeia, outros ainda vêm só de visita, porque têm de continuar a apoiar os filhos e netos, nas terras que os acolheram nos destinos da imigração ou emigração, continuando a transmitir-lhes os seus valores. Uns partiram sem saberem assinar o nome, hoje muitos dos seus filhos e netos são licenciados e são o orgulho de pais e avós. Destes não se pode dizer que os defeitos dos filhos são os seus fracassos como pais.
Este blogue, onde todos podemos colaborar, é um meio privilegiado para revisitarmos a nossa terra Samarra e interagirmos, não importando a latitude onde nos encontremos como se percebe pelos comentários dos que a ele acedem.
Texto: António Paulos
Maio 2012 (5)
Com 8- mãe Marina Paulos, mãe Maria da Glória. Com 9- mãe Eufémia Tomás, mãe Clotilde , mãe Mª do Céu Paulos, com 10- mãe Mª Augusta Carapito com 11-mãe Teresa Mendo, mãe Felisbela de Jesus e com13- Mãe Irene Soeiro e outras que eu já não conheci. A mãe Marina e mãe Irene, ainda entre nós e que aqui homenageamos em nome de todas as nossas mães Samarras, com mais ou menos filhos.
Isto passou-se no século passado, ainda aqui atrás da porta, quando não havia reformas nem subsídios de qualquer espécie. Quando acontecia estas mães coragem ficarem viúvas, com uma” ninhada” que cabiam debaixo de um cesto, qual ninhada da galinha debaixo das asas, todos procuravam dar a sua contribuição e com uma, ou outra ajuda de familiares assim os criaram.
Quando estas mães camponesas iam para o campo ajudar os seus homens e não havendo o habito de carregarem os filhos nas costas, como as mulheres africanas, deitavam-nos embrulhados no seu xaile, entre dois regos de batatas ou de centeio, numa cabana improvisada feita com duas estacas dos feijoeiros e uma manta da albarda, para os protegerem do sol e os amamentarem, sendo por vezes surpreendidas com o sibilar de uma cobra aos ouvidos, que vinham ao cheiro da mamada e aos gritos gaguejados da mãe, acorria o pai para a matar, já que ela não lhe podia esmagar a cabeça com o seu calcanhar, como a sentenciou o Criador “Génesis 3,
Também foram estes filhos de mães coragem que, seguindo o exemplo de seus pais, furaram por aqui, por ali e muitos por lá, sobretudo por lá; Brasil, África, Canadá, França, etc. e com o brio e coragem da massa com que foram feitos, deram a volta à situação precária em que viviam e vingaram na vida. Se já tivessem inventado o rótulo de geração à rasca, eles de certo não fariam parte desse lote, porque, com carta de chamada ou a assalto, chegaram onde pretendiam para atingirem os seus objectivos e proporcionarem à família um ou outro modo de vida.
Agora ao regressarem à terra que os viu nascer, fazem-no com saudade e orgulho de Samarras. Uns remodelaram as casas dos seus progenitores, outros construíram de raiz belas casas, dando um “look” diferente à aldeia, outros ainda vêm só de visita, porque têm de continuar a apoiar os filhos e netos, nas terras que os acolheram nos destinos da imigração ou emigração, continuando a transmitir-lhes os seus valores. Uns partiram sem saberem assinar o nome, hoje muitos dos seus filhos e netos são licenciados e são o orgulho de pais e avós. Destes não se pode dizer que os defeitos dos filhos são os seus fracassos como pais.
Este blogue, onde todos podemos colaborar, é um meio privilegiado para revisitarmos a nossa terra Samarra e interagirmos, não importando a latitude onde nos encontremos como se percebe pelos comentários dos que a ele acedem.
As mães Samarras imigrantes, dos jovens que o criaram e o administram, estão de parabéns com este “assalto” tecnológico que já vingou pela facilidade de acesso, o que não foi possível com as experiências tentadas de folhas informativas tipo jornal.
Também estes foram corajosos e criativos e à maneira samarra, bem hajam.
Texto: António Paulos
Maio 2012 (5)
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Os Romeiros e a Água da Sra. das Fontes
Andava o garoto com o pai a cavar carrapatos, feijão-frade, nos Caijarotos (Tendilhão) em pleno mês de Junho com um sol de torreira, quando o pai diz para o filho; Esqueci-me de levar o ferro e a picareta ao ferreiro para os aguçar e amanhã vou para outrem abrir valados e “roumbodos” como estão, assim os outros passam-me à frente.
Era no tempo em que um homem, a trabalhar de sol a sol, ganhava 6 escudos por dia (3 cêntimos) e mesmo assim tinha o brio de não querer ficar para trás, é a alma Samarra. Ora com 6 escudos por dia, dá para perceber porque é que uma sardinha tinha que dar para vários membros da família ou porque é que se comiam batatas viúvas, não dá!...
O garoto encarregue de levar as ferramentas ao ferreiro põe os pés a caminho, a estrada que hoje conhecem era uma miragem, correndo pelo Tendilhão a baixo com os pés a darem-lhe nas nádegas não fosse chegar tarde demais. De repente vislumbra ao longe uma vara direitinha no caminho e ao aproximar-se para a apanhar ela escapa-se. Era uma daquelas cobras que aproveitam os caminhos para recarregarem baterias com a energia solar e assim quentes, mudarem de roupa arrastando-se por meio das estevas e giestas ou por entre algum buraco de parede antes de hibernarem no Outono.
Fosse, pelo susto com a cobra ou por via do sol abrasador, o garoto ficou com uma grande dor de barriga e quando chegou junto do primeiro cedro, no local onde está ou estava um subterrâneo, que ligava o casario à cerca grande, deita-se à sombra do cedro. Contudo, ciente da tarefa de que o pai o encarregara, levar a carta a Garcia, levanta-se e com fé na Senhora dirige-se à sua fonte, bebe da sua água fresca e a dor de barriga desapareceu, tinha acontecido o milagre.
Hoje decorridos cerca de 60 anos, sempre que ali passa agradece reconhecido, a graça, à Senhora. O ferreiro, o Sr. João dos Santos, João-ferreiro (avô do nosso ex-líbris o VIP-António), que tinha a sua oficina no Bairro da Quintã, onde malhava e temperava o ferro como ninguém. Era um homem musculado e respeitado por toda a gente, um homem bom. Todas as semanas, montado na sua burra, ia a Pinhel ou Vila F. das Naves comprar mais umas relhas e outros utensílios para a sua arte e a cautela da Lotaria, pois tinha fé que um dia lhe sairia a sorte, mas ao que consta tal não aconteceu.
Esta crónica já vai longa, mas se deixamos de partilhar estes factos que inebriaram a nossa meninice e nos levam sempre a voltar com alegria às raízes, quem o fará?.. E para justificar o título concluo. Se oferecem água de Lourdes ou do rio Jordão aos peregrinos daquelas paragens, porque não podemos nós potenciar a oferta da água da Sra. das Fontes, engarrafada em pequenas botelhas criadas na cerca e com um autocolante - rótulo da Sra. ou da capela, eventualmente benzidas, aos Romeiros da Senhora das Fontes, as quais, estou certo, serão apreciadas e de certo recompensadas. Fica a sugestão aos Srs. Ermitães residentes.
Texto: António Paulos
Abril 2012 - (4)
sexta-feira, 4 de maio de 2012
Ratata
Este video vai-se auto-destruir logo que o autor do post fique sóbrio.
Dão sol para domingo. Fixe!
Cuidadinho com a carne de vaca.
Dão sol para domingo. Fixe!
Cuidadinho com a carne de vaca.
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Movie Studio
Conseguimos entrar no Estúdio de cinema samarra, onde está a ser gravada a série Morangos com Açúcar, versão agrária. Um dos intervenientes principais da novela juvenil, que faz aqui o papel de criador de moda, prepara-se para mais uma cena.
Chanel S.A.
Ainda em pleno estado mórbido, devido à hibernação anual e ao internamento hospitalar, O Tal saiu do covil e apresentou-se prevenido. Um Coco Chanel em forma de sombreiro, colecção 39/40. Sumptuoso e raro.
Então hoje saíste de casa?
Hoje?!... Não! Já vou para lá outra vez.
quarta-feira, 2 de maio de 2012
É SÓ PARA LEMBRAR!
ALMOÇO DE CONFRATERNIZAÇÃO DOS NATURAIS DE SANTA EUFÊMIA E FAMILIARES
Parque Municipal de Montachique - Loures
Domingo, 6 de Maio de 2012
12:00
Apareçam!
Parque Municipal de Montachique - Loures
Domingo, 6 de Maio de 2012
12:00
Apareçam!
Diploma
Era final de Junho, do ano de 1962, o recomeço das aulas ainda estava longe (7 de Outubro) e naquele ano quente a época da ceifa já tinha principiado.Eu e a minha amiga, companheira de ano, cada uma em sua burra pusemo-nos a caminho para a sede de concelho. Em Valbom o fuso de uma roca cai da varanda de uma casa de pedra, habitada por uma velha tecelã, a burra espantou-se e deitou-nos ao chão. Nunca me esquecerei deste episódio, afinal de contas tratava-se de um dia importante para o meu futuro. Não nos magoámos e chegámos a horas a Pinhel. A professora que me acompanhou na primária e que me fez repetir a quarta, não porque não soubesse como os outros mas porque alguém tinha que chumbar, já nos esperava.A prova escrita correu bem, passei à primeira, fizemos o caminho de volta sem nada de estômago vazio. A oral seria noutro dia quente como este e repetiríamos o mesmo trajeto até termos o diploma da quarta classe na mão.
Os rios, as linhas de caminho de ferro, o livro de problemas 1111, a tabuada, os reis, etc.... Repetia se pudesse…
(Anónimo)
Em Abril águas mil
Já não há dúvidas, N. Senhora das Fontes faz mesmo milagres, este é apenas mais um, há uns meses atrás a região debatia-se com a falta de água, agora a chuva é já em demasia para o cultivo.
A celebração da chuva em Fevereiro resultou. Exagerámos apenas na dosagem das preces!
Obrigado N.S. das Fontes.
terça-feira, 1 de maio de 2012
Dia do trabalhador
Mês de Maio, mês de amargura, bem não amanhece, logo é noite escura. O Arménio Carlos do Sindicato protesta contra o trabalho nas grandes superfícies no 1º de Maio! É legítimo trabalharmos no dia de Natal ou no dia do nosso aniversário, mas no 1 de Maio, só porque a Internacional Socialista assim quis, é crime!
Aqui o cebolo não se planta sozinho!
Ça fait rien.
Aqui o cebolo não se planta sozinho!
Ça fait rien.
Ir ao Maio
Nem uma viva alma na aldeia! Quase nenhuma, os mais resistentes ao consumismo ficaram…
Refiro-me à cabra no fundo da imagem, pois esta foto foi tirada ontem.
Refiro-me à cabra no fundo da imagem, pois esta foto foi tirada ontem.
Irmãos de Leite
Eu e os/as da minha geração, não nascemos na MAC, mas na (MDS) Maternidade Domiciliária Samarra de Santa Eufêmia. O banco de leite humano (BLH) de que a MAC se orgulha e que diz ser único no país, funciona há pouco tempo.
Ora, meus amigos, nós de há décadas atrás que já tínhamos o nosso (BLH) e com a particularidade de ser ambulante. Eram as mulheres Samarras mães de seus filhos, que se deslocavam às casas, onde os bebés de outras mães aguardavam a mãe de leite, deitados nos seus berços, por ventura em “alqueires”, para lhes encherem a barriguita, pelo menos uma vez por dia.
Daí os Irmãos de Leite. Quantos teremos irmãos de leite? Vá pronunciem-se.
Eu tenho um Irmão de Leite e como tal nos tratamos.
Texto: António Paulos
Maio 2012 (3)
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